segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mau uso dos colírios causa catarata, problemas cardíacos e até a perda visão.


Existem vários tipos do medicamento e nenhum deles é inofensivo.


A maioria das pessoas pensa que eles são inofensivos e usa à vontade, sem nem olhar o rótulo. Pior ainda: tem gente que usa o colírio dos outros na maior despreocupação. Um erro grave, colírio é igual à escova de dentes: cada um precisa do seu para evitar contaminações, afirma o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, hospital especializado em doenças dos olhos desde 1920.
A escolha do medicamento também exige orientação médica. Colírios antibióticos, usados por tempo prolongado, reduzem a resistência imunológica e aumentam a predisposição a úlceras na córnea e a outras infecções, afirma o médico. Já os antiinflamatórios hormonais (com corticóide) podem causar catarata e glaucoma.
Até os populares vasoconstritores, usados para reduzir irritações oculares, aumentam o risco de catarata pelo uso prolongado. Outra surpresa: o uso de pílulas anticoncepcionais à base de estrógeno está relacionado à síndrome do olho seco (quando há baixa na produção de lágrimas), exigindo o uso de umidificadores.
Um estudo conduzido pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier demonstrou ainda que o mau uso do colírio atinge 67% dos tratamentos. Os erros mais comuns são a contaminação do bico dosador pelo contato com o dedo ou mucosa ocular, piscar várias vezes após a instilação (colocando o medicamento para fora dos olhos), automedicação com o colírio inadequado e absorção do medicamento pelo organismo (para evitar efeitos colaterais sobre o organismo é necessário ocluir com o dedo indicador o ducto lacrimal na extremidade interna do olho. Este simples cuidado evita, por exemplo, alterações cardíacas em casos de uso de colírio vasoconstritor).

Que tipos de colírios existem?
Os principais tipos de colírio são: antibiótico, antiinflamatório hormonal (com corticóide) e não hormonal (sem corticóide), antialérgico, vasoconstritor, lubrificante, antiglaucomatoso (para tratamento de glaucoma) e os anestésicos.


Quais deles dilatam a pupila? E quais os riscos de fazer isso mais de uma vez ao dia?
Os colírios que dilatam a pupila são os derivados de adrenalina. Entretanto, a pupila de pessoas que têm maior sensibilidade, comum entre as de olhos claros, pode dilatar após o uso de outros tipos de colírio. O risco do uso freqüente é a ocorrência de uma crise de glaucoma agudo, caracterizada por dor intensa e perda repentina do campo visual. Pode acontecer se a pessoa tiver a câmara anterior rasa (espaço pequeno entre a córnea e a íris).


Contra que problemas os colírios com antiinflamatórios são usados?
São usados nos pós-operatórios e contra a conjuntivite viral, para reduzir o desconforto, e em todos os processos inflamatórios dos olhos como: blefarite (inflamação da pálpebra), irite (inflamação da íris parte colorida dos olhos), episclerite (inflamação do tecido que cobre a esclera - parte branca dos olhos), esclerite (inflamação da esclera) e uveíte (inflamação dos tecidos da uvéa que inclui íris, corpo ciliar e coróide).


No que diferem os sintomas da conjuntivite viral e da bacteriana?
A diferença nos sintomas é a secreção aquosa na conjuntivite viral e amarelada na bacteriana. Além disso, o vírus que provoca a conjuntivite tem apresentado grande poder de replicação, ganhando mais resistência. Há casos de pessoas que ficam por mais de um ano com o vírus nos olhos, replicando-se (o que compromete a região central da córnea e causa baixa acuidade visual). É necessário usar corticóide para combater a inflamação. Mas o uso prolongado é perigoso, porque pode levar à catarata (opacificação do cristalino) e ao glaucoma, doença assintomática que é a maior causa de cegueira irreversível.

Por que os adultos sofrem mais com a conjuntivite viral?
Eles estão mais expostos a situações de estresse que reduzem a imunidade. Além disso, estudos mostram que conforme a idade avança há uma redução de produção da lágrima (cuja função é proteger nossos olhos). Outro fator que contribui para esta maior incidência da conjuntivite viral entre adultos é o uso de lentes de contato, o que também contribui para o maior ressecamento da lágrima.


E os antibióticos, eles combatem que tipos de doenças dos olhos?
Os antibióticos combatem todos os processos infecciosos. O mais comum é a conjuntivite bacteriana, que tem maior incidência no verão. A doença atinge mais as crianças. Isso porque elas costumam ficar por mais tempo na água do mar ou piscinas que muitas vezes está contaminada.


O que muda de um colírio antiinflamatório com corticóide para outro, sem?
A grande diferença está no efeito. O antiinflamatório hormonal (com corticóide) tem uma ação mais agressiva, com maior penetração e maior poder sobre as células inflamatórias. Mas só deve ser usado em casos graves por causa dos efeitos colaterais.


Qual o período máximo que esses produtos podem ser usados sem risco?
Varia de acordo com a fórmula, a doença e a sensibilidade de cada pessoa. Em geral combatem as doenças em até duas semanas, mas devem ser usados sempre com acompanhamento médico. Isso porque, antibióticos, usados por tempo prolongado, reduzem a resistência imunológica e exigem atenção médica por aumentarem a predisposição a úlceras na córnea e a outras infecções. Já os antiinflamatórios hormonais (com corticóide),quando usados prolongadamente, podem causar catarata e glaucoma. Até um colírio vasoconstritor, usado para reduzir irritações oculares, pode causar catarata pelo uso prolongado.


Os efeitos colaterais restringem-se aos olhos?
Quando pingamos colírio, devemos tampar o canal (ducto) lacrimal na extremidade interna do olho. Através deste canal, o medicamento penetra nas mucosas da rino-faringe e passa à circulação sanguínea. Com isso, os princípios ativos passam a agir não apenas nos olhos, mas em todo o organismo. Por isso, pessoas que já têm propensão a alterações cardíacas podem ter o problema agravado com o estreitamento de todas as veias e artérias do corpo ao aplicar um colírio vasoconstritor, por exemplo.


Qual a diferença de ação no aparelho ocular entre um colírio antiinflamatório e um antibiótico?
O colírio antiinflamatório combate processos de inflamação caracterizada por desconforto, coceira, vermelhidão e inchaço causados por vírus, trauma ou resposta a um processo alérgico provocado pelo contato com agentes químicos como
cloro, maquiagem ou cremes. Só são indicados antiinflamatórios hormonais quando em casos graves de inflamação ou alergia. Já o colírio antibiótico combate as infecções que são causadas por bactérias (caracterizadas pelo prurido amarelado nos casos de conjuntivite.

As soluções lubrificantes, para quem usa lentes de contato, oferecem algum risco?
Sem dúvida, quem usa lentes de contato deve lubrificar os olhos com lágrima artificial para reduzir o desconforto causado pela poluição, ar condicionado, horas em frente ao computador e até o uso das lentes por muitas horas. De preferência, ressalta, a lágrima artificial não deve conter conservante para que não cause processos alérgicos que inviabilizam o uso das lentes. As embalagens e bulas trazem esta informação. Todo produto que tem validade após ser aberto contêm fórmula à base de conservantes. Os produtos livres deles são os manipulados que, geralmente, são vendidos em dose única diária, pois na falta de conservantes a vida útil é sempre mínima. Existem só três tipos de conservantes que são usados para todos os tipos de colírio, e algumas pessoas são alérgicas a estas substâncias. A lágrima artificial sem conservante não oferece risco à saúde ocular.


Aquelas loções, no estilo Renu, podem ser usadas sem medo?
A manutenção das lentes de contato deve combinar solução multiuso e limpador enzimático para garantir que as lentes fiquem livres de depósitos protéicos, principalmente para quem troca de lente anualmente ou tem filme lacrimal oleoso. Estudos demonstram que só a solução multiuso não é suficiente para eliminar totalmente os depósitos protéicos das lentes. Mas há casos de desenvolvimento de alergia às substâncias dessas soluções, por isso a adaptação às lentes deve ter acompanhamento médico, ressalta. Além disso, a qualquer desconforto, o uso das lentes deve ser interrompido e há necessidade de uma consulta para verificar se houve alguma alteração importante na saúde dos olhos.


As fórmulas no estilo Moura Brasil e Lavolho servem para quê? Elas também são perigosas?
Estes colírios são vasoconstritores, usados para reduzir irritação ocular que pode ser provocada por diversos agentes. Só devem ser usados sob prescrição médica porque, ao deixarem os olhos brancos, podem mascarar doenças e pode causar a catarata. Esse tipo de colírio também causa contaminação ocular, porque geralmente é usado por toda família, um erro. Colírio é igual à escova de dentes, cada pessoa deve ter o seu para evitar que aconteçam contaminações.


Quem trabalha em frente ao computador tem como se prevenir dos olhos secos?
Nossos olhos não foram feitos para fazer leitura vertical. Não é à toa que 75% dos usuários de computador têm Síndrome da Visão no Computador (CVS). As principais recomendações do médico para evitar o ressecamento da lágrima são:
- Posicionar o monitor de 10 a 20 graus abaixo do nível dos olhos.
- A cada hora, descansar de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador.
- Piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.
Os cuidados que reduzem o cansaço visual são:
- Manter a tela do monitor à distância de 60 cm dos olhos.
- O monitor não deve ficar de frente para a janela, pois a luminosidade causa ofuscamento, e nem de costas (a posição forma sombras e reflexos que causam desconforto).
- Evitar excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural, pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual.
- Regular sempre a tela com o máximo de contraste, e não de luminosidade.
- Manter a tela do monitor sempre limpa.


O que pode ocasionar uma baixa na produção de lágrimas?
A redução na produção de lágrima pode estar relacionada a fatores externos excesso de ar condicionado, ar seco típico do inverno, uso intensivo do computador e uso de alguns medicamentos, como antialérgicos e pílulas anticoncepcionais feitas só com estrógeno. A reposição hormonal feita só com este hormônio também aumenta o olho seco. Fiz um estudo que demonstra o seguinte: mulheres na pós-menopausa que fizeram a reposição hormonal associando estrogênio e progesterona apresentam 35% menos olho seco, em comparação às que utilizaram apenas o estrogênio. Quem usa medicamentos para tratamento de disfunções da tireóide e diabéticos que tomam medicamentos hipoglicêmicos também têm redução da produção lacrimal.

Por que as lentes gelatinosas ressecam os olhos?
As lentes hidrofílicas, embora mais confortáveis, hidratam-se da própria lágrima e podem causar o desconforto do olho seco a qualquer pequena redução da produção lacrimal. Vale lembrar que, durante a noite, a produção de lágrima é menor. Por isso, ele diz que dormir com lentes de contato pode agravar ainda mais o olho seco.

Que tipo de colírio pode ser usado contra irritação da água do mar, da piscina ou de ambientes poluídos?
O mais indicado é usar compressas frias feitas com água potável. Não desaparecendo a irritação em dois dias, procure um oftalmologista.

Ficar sem usar colírio, com os olhos irritados, faz mal?
Certamente. Quando a irritação persiste por mais de dois dias usando compressas frias, com água filtrada, é sinal de que há uma doença latente que deve ser tratada com medicamentos. Importante ressaltar que nenhum colírio deve ser usado sem prescrição e acompanhamento médico. O brasileiro ainda acredita que colírio é uma água refrescante. Mas se trata de um medicamento, que exige controle de um especialista para prevenir lesões.

Matéria publicada na revista "Minha Saúde"

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Brasil necessita de 650 mil cirurgias de combate à catarata por ano

Mais de 50% da população acima dos 60 anos desenvolve a doença. Cegueira no país pode aumentar nos próximos anos. De acordo com o International Agency for the Prevention of Blindness/Agência Internacional para a Prevenção de Cegueira (IAPB/OMS), para que a catarata não se torne uma causa significativa de cegueira, existe um número mínimo de cirurgias que devem ser realizadas. Os países em desenvolvimento devem fazer cerca de 650 mil cirurgias por ano.

Para trazer os dados à realidade brasileira são necessárias cerca de 650 mil cirurgias ao ano para controle da doença. No período de 2004 até 2009, ocorreram aproximadamente 420 mil cirurgias/ano. A partir de 2006, o acesso às cirurgias foi limitado pelo Sistema Único de Saúde e em 2008 ocorreram apenas 200 mil cirurgias (além de outras 100 mil pelo sistema privado), fato que contribui para que o número de cegos por catarata aumente novamente nos próximos anos.

O envelhecimento da população brasileira tem gerado uma necessidade maior de oportunidades de cirurgia de catarata em pessoas acima de 50 anos. A necessidade será quatro vezes maior até 2020, ou seja, se medidas não forem tomadas no futuro próximo o número de pessoas necessitadas de cirurgia será enorme.

Para evitar que a catarata seja a principal causa de cegueira no país é recomendada a cirurgia como solução para a doença e preservação da visão, uma vez que não possui tratamento clínico, e deve ser realizada quando há perda da qualidade de vida e limitação das atividades diárias. A cirurgia no Brasil é bem desenvolvida e graças às inovações tecnológicas, atualmente, os resultados são mais eficazes aos pacientes.
FONTE:http://www.portaldaoftalmologia.com.br/site/site2010/index.php?option=com_content&view=article&id=419:brasil-necessita-de-650-mil-cirurgias-de-combate-a-catarata-por-ano&catid=41:noticias&Itemid=77

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Catarata pode afetar também as crianças


A doença pode ser diagnosticada já nos primeiros momentos de vida

Apesar de se manifestar comumente a partir dos 50 anos de idade, a catarata não é um problema exclusivo dos adultos. As crianças podem nascer com o cristalino - lente natural do olho - opaca, podendo ter a visão embaçada e as cores esmaecidas ainda na infância, segundo especialistas do Hospital Oftalmológico de Brasília.

Muitas vezes causadas por doenças na gravidez, como a rubéola, o citomegalovirus (CMV) e outras infecções, ou relacionadas a fatores genéticos, a catarata congênita exige tratamento urgente, para evitar a perda parcial ou total da visão. "A estrutura ocular perfeita é desenvolvida até os três meses de idade, e a catarata congênita, se não diagnosticada a tempo, pode prejudicar esse desenvolvimento, impedindo que a criança desenvolva uma visão de boa qualidade ao longo da vida", explica a oftalmopediatra Virgínia Cury.

De acordo com a especialista, a melhor forma de prevenir ou diagnosticar a catarata congênita em tempo de tratar é fazendo o acompanhamento pré-natal e o exame ocular no recém-nascido, pois a doença pode ser diagnosticada já nos primeiros momentos de vida, no exame do olhinho, obrigatório por lei em todas as maternidades brasileiras.

"Muitas vezes, a própria mãe percebe que há algo de anormal com o olho de seu filho durante o cuidado cotidiano. Já tive casos em que mães chegavam ao consultório afirmando que perceberam uma diferença na coloração da pupila da criança, quase imperceptível a olho nu", destaca a oftalmopediatra. "É importante que a mãe vá a todas as consultas e faça todos os exames exigidos no pré-natal para que se consiga prever alguma irregularidade no desenvolvimento da criança e para que, ao nascer, possam ser tomadas as devidas providências, evitando a perda da visão do bebê", acrescenta.

Catarata Infantil

A catarata também pode acometer crianças na média infância. Fatores como heranças genéticas, traumas oculares, inflamações dentro do olho (uveítes) e o uso inapropriado de medicamentos corticoides podem desenvolver a opacidade no cristalino.

A especialista ressalta que, apesar de silenciosa, a catarata infantil tem sintomas que podem ser percebidos tanto pela criança quanto pelos pais ou professores. "O paciente apresenta baixa visão, embaçamento, dificuldade para enxergar. A criança também pode apresentar dificuldade para reconhecer pessoas perto ou para ver televisão. Há situações em que pais descobrem que há algo errado com os olhos dos filhos ao tirar fotos e perceberem um reflexo branco na imagem. Em todos os casos, é importante trazer imediatamente a criança para uma avaliação médica", conclui a médica.


Autor: ATF Comunicação Empresarial
Fonte: Site Boa Saúde

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Catarata sob controle


Uma pesquisa realizada pelo departamento de oftalmologia e ciências visuais da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, mostrou que mulheres que ingeriam boa quantidade de luteína (substância antioxidante presente em gema de ovo, kiwi, mamão, espinafre, brócolis e outros vegetais verdes) reduziram em 23% o risco de desenvolver catarata. Hoje, é comum os médicos prescreverem suplementos nutricionais à base de um tipo de luteína extraída da calêndula para prevenir e combater a degeneração da parte posterior da retina, provocada pela idade e pelo excesso de sol. Quem já tem catarata pode apostar em uma nova cirurgia que, além de corrigir o problema, dispensa o uso de óculos.


Mais enformações entre em contato: Dr. Paulo Silvério - 31-3283-9859

FONTE: SIS SAÚDE - http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=8240

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Uso indiscriminado de colírios pode levar ao glaucoma e à catarata precoce


Os danos causados variam de acordo com o colírio utilizado

O hábito de pingar colírios nos olhos sem recomendação médica ou além da posologia indicada pelo especialista representa sérios riscos à saúde ocular. Os danos causados variam de acordo com o colírio utilizado, mas vão desde vermelhidão sem cura ao desenvolvimento de glaucoma ou catarata precoce. Quem faz o alerta são as oftalmologistas do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Hanna Flávia Gomes e Maria Lúcia Rios especialistas em glaucoma e córnea, respectivamente.

Os tipos de colírio variam de acordo com a finalidade. Existem os antibióticos, os anti-inflamatórios com hormônio (corticóides) e sem hormônio, também há as lágrimas artificiais, os colírios vasosconstritores, os antiglaucomatosos e os anestésicos.

"O colírio, como qualquer outro medicamento, deve ser utilizado seguindo as determinações de um médico. O uso inapropriado da medicação pode lesionar o olho, causando problemas sérios e comprometendo, inclusive, a visão", explica Hanna Flávia Gomes.

Antibióticos

Os colírios antibióticos são indicados quando é detectada, pelo médico, uma ação bacteriana no olho e devem ter sua aplicação cuidadosamente administrada. Hanna alerta que "o uso prolongado de colírios antibióticos pode fortalecer as bactérias que atacam o olho, tornando-as mais resistentes e imunes ao tratamento. A longo prazo, assim como no colírio anestésico, o uso indiscriminado pode perfurar a córnea".

Vasoconstritor

O globo ocular é repleto de vasos sanguíneos que, quando dilatados, dão ao olho o aspecto vermelho. Na tentativa de sanar essa vermelhidão e deixar o olho branco, o paciente pinga o colírio vasoconstritor indiscriminadamente, sujeitando-se ao chamado efeito rebote.

O efeito rebote é ilustrado por Maria Lúcia Rios: "os vasos sanguíneos são elásticos, possuem a propriedade de contraírem-se e expandirem-se de acordo com a necessidade. Quando o paciente usa o colírio vasoconstritor, eles se contraem, sem consequência, circula menos sangue no globo ocular e os olhos ficam brancos. No entanto, o uso excessivo deste medicamento, faz com que os vasos necessitem de doses cada vez maiores de medicação para atingirem o aspecto branco".

Para sempre
A especialista do HOB adverte ainda que com o tempo, os vasos perdem a propriedade de elasticidade e chegam a um ponto que não conseguem mais contrair, ficando totalmente relaxados e proporcionando aos olhos um aspecto vermelho para sempre. "Nesses casos não há tratamento que reverta a situação. Não há cirurgia corretiva ou medicação que devolva aos olhos o aspecto branco", alerta. "O olho não fica vermelho à toa. A vermelhidão é um sinal de que há algo errado. Quando o colírio é usado para acabar com este sintoma, não se trata a causa. Por essa razão, o ideal é que, ao menor sinal de vermelhidão, o paciente procure um oftalmologista", aconselha.

Corticóide


Dentre os anti-inflamatórios mais utilizados em situações alérgicas, está o esteróide corticóide. Este tipo de colírio é o que requer mais cuidado, segundo Hanna Flávia. A especialista do HOB conta que muitos pacientes pingam o colírio depois do prazo estipulado pelo médico na tentativa de aliviar os sintomas de coceira, o que pode ser perigoso. "O corticóide deve ser usado estritamente sob recomendação médica. O paciente não pode pingar uma gota sequer além do indicado pelo especialista. O uso indiscriminado dessa medicação pode levar à opacidade do cristalino, causando a catarata, e ao aumento da pressão intra-ocular, favorecendo o desencadeamento do glaucoma", adverte.

Hanna Flávia relata que já acompanhou casos de pacientes muito jovens com o quadro de catarata e glaucoma. Os quais usaram o corticóide sem acompanhamento médico. "Há muitos pacientes que chegam ao consultório com defeitos oculares específicos de portadores de glaucoma, como perda do campo visual ou nervo óptico danificado. No entanto, já atendi casos ainda mais graves, como pacientes de 20 anos de idade com catarata causada pelo uso excessivo de corticóide. Há também pacientes cegos por glaucoma aos 25 anos por causa da utilização inapropriada do medicamento", conta.

Antiglaucomatosos

Hanna Flávia explica ainda que os pacientes portadores de glaucoma figuram entre os indivíduos que mais utilizam colírios diariamente para o controle da doença e, por isso, também devem ficar atentos à utilização correta do medicamento. "O paciente não pode pingar os colírios em quantidade maior do que a indicada pelo médico. Se isso ocorrer, o remédio deixa de fazer o efeito desejado e passa a estimular o aumento da pressão intraocular, revertendo o resultado e piorando o quadro de glaucoma", assinala.

Lágrimas artificiais

Muito utilizada por pessoas que moram em locais de clima seco ou que se expõem a ambientes com ar-condicionado ou ainda que trabalham por muito tempo na frente de computadores, as lágrimas artificiais também precisam de cuidados na aplicação. O paciente pode usar a lágrima artificial ao longo de toda a sua vida. O produto em si não faz mal. No entanto, Maria Lúcia explica, que não deve haver exagero na aplicação. "Usar mais de seis vezes por dia pode causar intoxicação nos olhos por conta do conservante utilizado na fórmula das lágrimas", explica.

Cuidados

Além do uso estrito dos colírios de acordo com a recomendação médica, descrito como cuidado essencial pelas especialistas do HOB, hábitos de higiene no manuseio do colírio são fundamentais. "O colírio é de uso pessoal e exclusivo de um paciente. Não se deve emprestar ou indicar uma medicação para outra pessoa. Isso seria perigoso. O fato gerador da vermelhidão ocular em um pode ser diferente do que causa no outro. É necessário evitar o contato direto entre o recipiente do colírio e a superfície ocular, a medicação pode ser contaminada. Por fim, após o tratamento, o paciente deve desprezar a sobra do medicamento", aconselha Hanna Flávia Gomes.


Autor: Imprensa
Fonte: ATF - Comunicação Empresarial

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Caso Neymar foi um alerta


Traumas oculares cegam até 2 milhões por ano

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, a cada ano, entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas ficam cegas no mundo em consequência de danos causados por traumas oculares. Acidentes como o sofrido, no final de abril, pelo jogador Neymar, do Santos Futebol Clube, são os mais frequentes e podem trazer sérios prejuízos à visão se não tratados em tempo. "O trauma que resulta de uma contusão, uma batida ou uma colisão contra o olho é o mais comum e pode gerar desde um simples arranhão na córnea até um descolamento de retina, o desencadeamento de uma catarata precoce ou glaucoma, dependendo da gravidade", avalia o especialista em retina do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), o oftalmologista Sérgio Kniggendorf.

O acidente ocorrido com o jogador do Santos serve de alerta para que vítimas de traumas oculares, em qualquer idade e circunstância, não deixem de avaliar as consequências rapidamente. O jogador teve uma hemorragia no olho direito, em razão de colisão com o zagueiro Toninho, do time Santo André, e teve sua própria mão atingindo o olho em alta velocidade. São acidentes que podem ocorrer nas escolas, nas academias em brincadeiras infantis, nas atividades rotineiras.

O oftalmologista do HOB explica que há diferentes tipos de traumas oculares. Além do contuso, há o perfurante que, ao que o nome remete, consiste no corte ou perfuração do globo ocular por algum corpo estranho. "Acidentes envolvendo metais que chegam a perfurar e se instalar na estrutura ocular são perigosíssimos, podem levar a perda total da visão em questão de dias", adverte.

Sequelas - Os danos causados aos olhos por traumas contusos variam de acordo com a gravidade e a intensidade da colisão que o provocou. Kniggendorf explica que "se o resultado da contusão for apenas um arranhão no epitélio (fina camada de pele que envolve a córnea), o paciente pode apresentar o quadro de dor e embaçamento da visão, que melhoram em até dois dias. Também há situações nas quais os pacientes apresentam o quadro de hemorragia, mas melhoram em até três dias".

Nos casos mais graves, o paciente corre o risco de desenvolver uma catarata precoce ou até o descolamento de retina. A retina é a região ocular responsável pela formação das imagens capturadas pelo olho, bem como pela transmissão dessas informações para o cérebro. A retina fica na parte de trás do globo ocular e, quando o trauma incidente ao olho é muito intenso, pode gerar o descolamento. Este quadro é considerado de urgência oftalmológica e assim que apontado o diagnóstico, o paciente deve passar por cirurgia, uma vez que pode acontecer a morte da retina e, consequentemente, a perda da visão, alerta Kniggendorf.

Crianças - O especialista do HOB observa que crianças, costumam omitir dos pais os traumas oculares frutos de briga, quedas ou contusões, por medo e, com este comportamento, põem em risco a saúde ocular. Ele conta que com frequência, pais trazem crianças ao hospital com quadro de trauma ocular de evolução tardia. "Se, por exemplo, um objeto metálico perfura o olho e deixa resquícios, o paciente pode sofrer uma atrofia total do globo ocular, resultado da oxidação do metal, e ser necessário retirar o olho", relata. Para evitar esse desfecho radical, Kniggendorf sugere que pais fiquem atentos ao comportamento e às lesões que por ventura surjam nas crianças.

Cuidados - Além da observação frequente no caso das crianças, é imprescindível o acompanhamento médico periódico dos pacientes que já sofreram traumas oculares, mesmo leves. O objetivo é a prevenção de quadros mais sérios como o aparecimento do glaucoma. "Quando um indivíduo sofre um acidente, com trauma ocular, a relação entre os fluídos produzidos pelo olho é alterada. Se há um aumento na produção e uma dificuldade no escoamento desses fluídos, a pressão intra-ocular aumenta, e há possibilidade de desenvolver glaucoma", explica o oftalmologista.

É imprescindível que o paciente traumatizado seja acompanhado por um oftalmologista que deverá monitorar a pressão do olho agredido e prescrever medicação para gerenciar os níveis da pressão quando necessário, orienta.



Autor: Imprensa
Fonte: atf comunicação empresarial

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Muitas pessoas têm problemas de visão e não sabem




Cerca de 75% dos casos de problemas visuais e cegueira em todo o mundo poderiam ser evitados com acompanhamento médico

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 314 milhões de pessoas em todo o mundo têm algum tipo de deficiência visual, sendo que 45 milhões deles são cegos. Destes casos, 75% poderiam ser evitados ou curados. Por isso, é preciso ficar atento a alguns sintomas. “Fadiga ocular, visão embaçada, dificuldade na mudança de foco perto/longe, sensação de peso nos olhos, dores de cabeça, sensação de olhos secos, vermelhidão, ardência e lacrimejamento são alguns dos sinais de que alguma coisa pode estar errada”, alerta o oftalmologista Dr. Marco Canto, diretor da Clínica Canto.

Como o primeiro estágio de muitas doenças é pouco perceptível, os exames periódicos são fundamentais para evitar qualquer perda visual. A catarata é um exemplo. No estágio inicial, o paciente percebe apenas uma pequena turvação, embaçamento e desconforto. “Entretanto, esses sintomas aumentam progressivamente, impedindo a nítida visualização dos objetos e letras até a obstrução total da visão”, revela o oftalmologista.

O glaucoma, aumento da pressão interna do olho que pode causar perdas visuais irreversíveis,e o ceratocone, alteração na córnea que provoca a diminuição da visão, só podem ser diagnosticadas por um especialista. “É muito comum encontrarmos pessoas com boa visão, sem óculos, com queixa de cefaleia sem causa, que quando realizamos os exames diagnósticos descobrimos a existência do ceratocone”, revela Dr. Marco Canto. A falta de acompanhamento médico pode agravar até problemas mais simples. “Uma conjuntivite mal tratada, por exemplo, pode gerar complicações mais sérias e causar até perda total da visão”, considera Dr. Marco Canto.


Autor: Expressa Comunicação
Fonte: Imprensa