sábado, 8 de maio de 2010

Catarata Congênita



A catarata congênita é definida como a diminuição da acuidade visual por opacificação do cristalino decorrente de malformações. As causas dessas alterações na formação embriológica do cristalino variam de causas infecciosas (por exemplo, toxoplasmose e rubéola) a causas genéticas (por exemplo, heranças gênicas ou síndromes genéticas); erros inatos do metabolismo, ou causas idiopáticas. Os sintomas principais são a baixa da acuidade visual, podendo evoluir para cegueira. Tanto o pediatra quanto o obstetra e o neonatologista devem triar corretamente os recém-nascidos e suas mães para que o diagnóstico seja confirmado o mais precocemente possível. Com isso, um tratamento adequado deve ser instituído o mais rápido possível, evitando complicações irreversíveis como a ambliopia, por falta de maturação das vias ópticas. Finalmente, devemos salientar que as baixas visuais e a cegueira interferem na dinâmica familiar, psíquica, social e profissional do paciente acometido, devendo, suas causas, serem diagnosticadas e tratadas corretamente.
FONTE: www.boasaude.uol.com.br

10/12/2009 - Um projeto de lei em tramitação no Senado propõe a obrigatoriedade da realização de exames preventivos de acuidade visual e auditiva nos estabelecimentos públicos de ensino fundamental e a penalização de quem desobedecer a lei. A saúde ocular está diretamente ligada ao desempenho dos estudantes, por isso a importância do diagnóstico precoce.

FONTE: www.oftalmopediatria.com.br

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pessoas ainda têm medo de se submeter à cirurgia de catarata, mostra pesquisa


Uma pesquisa realizada em São Paulo por grupo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostra que muita gente ainda tem medo de ser submetida à cirurgia de catarata, um procedimento seguro e eficaz, segundo os médicos.

O estudo avaliou um total de 3.768 pessoas com 50 anos ou mais, selecionados aleatoriamente. Desse universo, 218 pacientes (5,93%) receberam indicação de cirurgia. Após dois anos, os pesquisadores conseguiram retomar o contato com 167 deles, dos quais apenas 55 (32,9%) tinham efetivamente sido operados, apesar de a cirurgia ser gratuita, em hospital próximo de casa e sem fila.

Segundo a oftalmologista Marcia Higashi, o principal motivo citado pelos pacientes foi a incidência de doenças que contraindicavam o procedimento, como cardiopatias e diabetes. Mas, em segundo lugar, foi mencionado o medo da cirurgia e de perder a visão.

A médica acredita que o receio de operar a catarata se deve à falta de informação, já que se trata de um procedimento seguro e com bons resultados. A operação dura em torno de 20 a 30 minutos.

Na maioria dos casos a anestesia é local (ocular) e, enquanto está sob o efeito do anestésico, o paciente não enxerga. Conforme a anestesia passa, a visão e os movimentos oculares retornam. O pós-operatório é feito com colírios e em quatro dias a visão melhora bastante, mas é recomendável que o paciente fique de repouso na primeira semana.

"Como todo procedimento, podem ocorrer complicações como rotura de cápsula, problemas de córnea, hemorragias, aumento da pressão ocular", descreve a médica. Porém, os riscos são considerados pequenos quando comparados ao benefício de recuperar a visão. "Os agentes de saúde precisam ser instruídos para educar a população para procurar serviços de Oftalmologia para identificar a causa de baixa de visão e seu tratamento", opina Higashi.



Fonte: UOL Ciência e Saúde, 16/3/2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Doenças Sistêmicas Comprometem a Visão


Estudo mostra que só 36% dos idosos passam por exame de vista anualmente e 57,64% têm doenças sistêmicas que podem comprometer a visão

O envelhecimento da população associado às alterações cardíacas, reumatismo e outras doenças auto-imunes pode contribuir com o maior comprometimento da visão de 57.86% dos idosos. Este é o resultado de um estudo realizado com 223 pacientes na faixa etária de 53 a 78 anos pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier.
O problema é que dos pacientes estudados, só 36% passam por exame de vista anualmente. A falta de acompanhamento médico facilita o avanço dos vícios de refração, catarata, glaucoma e doenças na retina que poderiam ser controlados para garantir a qualidade de vida.(...)


RETINA É A MAIS AFETADA

O estudo realizado por Queiroz Neto aponta que no Brasil 32% dos idosos têm alterações cardíacas (hipertensão arterial e arritmia), 18,64% reumatismo (artrite e artrose) e 7% outras doenças auto-imunes que exigem o uso prolongado de corticóide. Significa que entre idosos a retina é a parte do olho mais exposta às alterações causadas pelo tratamento das doenças sistêmicas, comenta o especialista. Isso porque, a droga mais utilizada para alterações cardíacas é a Amiodarona que pode causar neuropatia óptica. Trata-se de um edema no nervo óptico que leva 2% dos pacientes à visão subnormal ou cegueira se não forem realizados exames de fundo de olho regularmente. O médico explica que a neuropatia óptica geralmente surge após meses de tratamento com Amiodarona, em 90% dos casos atinge apenas um olho e entre 15% e 40% o segundo olho. A doença, observa, pode ser prevenida com a troca de medicamento e uso de aspirina para afinar o sangue uma vez que o edema é provocado pela insuficiência de irrigação sanguínea. Ele ressalta que como não existe terapia efetiva para reverter os danos oculares já instalados o acompanhamento do oftalmologista é essencial.

Já o uso de Difosfato de Cloroquina para tratar doenças reumáticas pode causar cegueira irreversível decorrente de degeneração macular, parte central da retina responsável pela visão de detalhes. Queiroz Neto afirma que a perda progressiva da visão ocorre inclusive depois de anos que o tratamento foi interrompido. Não existe terapia totalmente eficaz no combate aos efeitos da droga, mas aplicações de laser no estágio inicial podem interromper a progressão. Além disso, a dosagem de 200 mg de Difosfato de Cloroquina é relativamente segura, comenta. Em estágio inicial a degeneração macular não apresenta sintomas. Eles só começam a aparecer na fase intermediária, quando a visão fica embaçada no centro da imagem e as linhas retas se tornam sinuosas. Por isso, afirma, um teste simples que pode ser feito em casa é fixar a moldura de um quadro ou o batente de uma porta. Se as bordas apresentarem irregularidade sinaliza necessidade de avaliação médica.

TRATAMENTO DE DOENÇAS REUMÁTICAS PODE CAUSAR CATARATA E GLAUCOMA

O uso prolongado de corticóide para tratamento de doenças reumáticas, artrite e artrose, citadas por 7% dos pacientes, provoca catarata e glaucoma, ressalta Queiroz Neto. A catarata, opacificação do cristalino que é apontada como a maior causa de cegueira tratável só pode ser eliminada através de procedimento cirúrgico. Apesar dos avanços da cirurgia 25% dos maiores de 75 anos que participaram do estudo já chegaram cegos ao consultório por falta de informação e medo da cirurgia. O médico diz que o procedimento é rápido, seguro e quanto mais é adiado, maiores são os riscos de complicações. Já o glaucoma, redução do campo visual, é uma doença irreversível que exige o uso contínuo de colírio para evitar a perda da visão. Independente das condições de saúde, ressalta, a partir dos 50 anos de idade toda pessoa deve fazer um exame de vista anual. As alterações oculares ocorrem gradativamente e por isso só são percebidas quando atingem estágios avançados que em muitos casos não têm solução médica, conclui.



Autor: Eutrópia Turazzi
Fonte: LDC Comunicação

quinta-feira, 18 de março de 2010

Antidepressivos podem aumentar os riscos de catarata


Estudo indica que antidepressivos podem aumentar os riscos de catarata

Os resultados ainda devem ser confirmados em outros estudos antes de uma conclusão

O uso de uma classe de antidepressivos conhecida como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) pode aumentar em 15% os riscos de desenvolvimento de catarata - condição marcada por embaçamento visual progressivo -, segundo estudo da Universidade de British Columbia, Canadá. De acordo com os pesquisadores, esse efeitos dos medicamentos podem causar cerca de 22 mil casos extras de catarata por ano nos Estados Unidos.

"Este estudo mostra, pela primeira vez, que o uso dos ISRS pode estar associado com um aumento nos riscos de catarata", destacou o pesquisador Mahyar Etminan. Porém os autores destacam que o estudo ainda não comprova que os antidepressivos causam catarata, e, mesmo que esse efeito seja comprovado, os riscos permanecem relativamente pequenos.

Avaliando dados de mais de 18,7 mil pacientes com catarata e 187 mil pessoas saudáveis - todos eles em tratamento para doença cardíaca - no período entre os anos de 1995 e 2004, os pesquisadores descobriram que aqueles que usavam os antidepressivos - mas não aqueles que já haviam usado e parado - tinham maior risco de catarata. Entretanto, apenas 8,5% dos pacientes com catarata já haviam tomado os inibidores de recaptação de serotonina.

De acordo com os autores, os riscos de catarata variaram entre 23% e 39%, dependendo do antidepressivo usado, com um aumento geral de 15% com o uso dos antidepressivos ISRS. Considerando que cerca de 10% dos americanos tomam essa classe de medicamentos, os pesquisadores calculam que aproximadamente 22 mil casos extras de catarata são causados anualmente pelo uso de antidepressivos.

Os especialistas destacam que o estudo não indica as razões dessa relação, mas explicam que esse tipo de antidepressivo aumenta a quantidade de serotonina no cérebro, e a lente dos olhos tem receptores de serotonina - o que poderia deixar os olhos mais opacos e levar à catarata. Porém os resultados ainda devem ser confirmados em outros estudos antes de uma conclusão.

Fonte: Ophthalmology. 07 de março de 2010.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Elo entre catarata e menopausa


Além dos calores, desconfortos nas relações sexuais e ressecamento da pele, quem está passando pela menopausa também precisa enfrentar possíveis problemas oculares. Quanto mais cedo a menopausa aparece, maior é o risco de a mulher desenvolver doenças de vista. As que vivem o processo antes dos 45 anos correm risco 30% maior de desenvolver a catarata, segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto.
A catarata surge por uma alteração nas células do cristalino, lente natural do olho formada por camadas. Uma dessas camadas tem receptores do estrogênio. Ao receberem o hormônio, as células oculares inibem a produção da proteína que causa a doença.

“A menopausa caracteriza-se principalmente pela interrupção da circulação do estrogênio. Se não há o hormônio, não há inibidor da proteína, facilitando o aparecimento da catarata”, segundo o oftalmologista, outros problemas relacionados a hormônios, como os da tireoide e a diabetes, aumentam as chances de se ter a doença.

“É importantíssimo que as mulheres evitem esses males, reduzindo a quantidade de sal na comida, evitando frituras e alimentando-se com saúde”, aconselha.

A aposentada Ângela Gerk, 57, passou pelo processo sem transtornos. Aos 42 anos, quando a menopausa apareceu, Ângela passou a fazer terapia hormonal e a controlar mais a alimentação. “Minha família tem problemas de tireoide e diabetes. Como sempre cuidei da alimentação, não tive transtornos”, diz.



Fonte: O Dia, 1/3/2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Óculos escuros sem filtro prejudicam a visão



da Folha Online
Usar óculos escuros que não tenham proteção contra os raios ultravioleta é pior do que não usar nada para proteger os olhos sob o sol, de acordo com especialistas. "Meia proteção ou falta dela é causa para dano ocular da mesma forma", alerta a Dérica Camargo, oftalmologista da clínica Cerpo. Segundo a médica, a exposição prolongada aos raios pode resultar, a longo prazo, em várias doenças, como catarata, degeneração da retina (diminuição da visão), além de desconforto, irritação e dor de cabeça. Neste podcast, a oftalmologista explica os cuidados que o consumidor deve tomar quando for adquirir óculos escuros.


Ouça o depoimento da oftalmologista: http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u669601.shtml

sábado, 19 de dezembro de 2009

Catarata congênita



A catarata congênita ocorre por alterações na formação do cristalino e é a principal causa de cegueira na infância.

Qualquer opacificação do cristalino presente no nascimento é uma catarata congênita. Dependendo do grau de opacificação, pode haver interferência na passagem de luz, por distorção ou redução na quantidade de raios luminosos que atingem a retina de bebês.

Por ser uma causa comprovada de cegueira infantil e por requerer diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico imediato, a catarata congênita depende de atenção especial de profissionais de saúde. O diagnóstico acurado e precoce é a chave para evitar complicações irreversíveis e deve ser importante a participação de pediatras, obstetras e de neonatologistas para a averiguação correta desse problema de saúde visual precoce.

Causas

Mundialmente, a catarata congênita tem uma incidência de 0,4% ou 1 caso para cada 250neonatos. Sendo assim, chega-se à conclusão que a catarata congênita pode ser considerada a maior causa de cegueira na infância. As possíveis causas apontadas para a catarata anomalia de desenvolvimento, fator hereditário, embrionária infecciosa, parasitária, tóxica ou por irradiação. Entre as enfermidades estão a rubéola, toxoplasmose e sífilis materna. Em geral é bilateral e com localização e formas variáveis. Pode ainda ocorrer como doença isolada ou associada a outras malformações oculares e sistêmicas. A opacificação do cristalino pode variar, indo desde tênue até suficientemente densa para dar assemelhar com pupila branca.

Tratamento
O tratamento da catarata congênita deve ser o mais precoce possível e a abordagem depende da localização e intensidade da opacificação, grau de deficiência visual, alterações oftalmológicas relacionadas e idade da criança. O tratamento de cataratas parciais pode ser realizado com colírios midriáticos, oclusão e óculos especiais para melhorar a acuidade visual.

A indicação depende comprometimento da acuidade visual e da avaliação das condições funcionais do olho. O diagnóstico da catarata congênita normalmente é difícil e pode passar despercebido, já que o exame biomicroscópico poucas vezes é realizado em bebês. O tratamento cirúrgico dos pacientes durante as primeiras semanas de vida responde por resultados bem-sucedido a curto e longo prazo e contribui para um baixo índice de complicações e melhor recuperação do paciente.

A cirurgia de catarata congênita pode ser feita por meio das técnicas de facectomia extra-capsular, facoemulsificação ou lensectomia. Podem surgir complicações no pós-operatório como glaucoma, opacidades secundárias ao trauma cirúrgico que devem ser tratadas rapidamente.


fonte: Dr. Visão